Apresentação

Tralha

 

O CONSORT PORTUGUÊS MAL TEMPERADO

press-release

O CONSORT PORTUGUÊS MAL TEMPERADO é um projecto de A Imagem da Melancolia em torno do manuscrito Braga 964 e que consiste na edição de partituras, num ciclo de 8 concertos em vários locais do país e na realização de um registo discográfico. Esta página contém os detalhes do projecto considerados relevantes para a sua divulgação.

 

sinopse do projecto

o programa

notas ao programa

os curricula

edição de partituras

os concertos

a gravação

fotos

os parceiros

contactos

 

O CONSORT PORTUGUÊS MAL TEMPERADO é um projecto co-produzido pel' A Imagem da Melancolia e pela Norte do Sul - associação para a promoção e desenvolvimento da cultura. O financiamento é do Ministério da Cultura-Direcção Geral das Artes.

 

 

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sinopse do projecto

Na sequência do trabalho que tem vindo a realizar desde há dois anos em torno do reportório instrumental do manuscrito Braga 964, A Imagem da Melancolia apresentou junto do Instituto das Artes (agora Direcção Geral das Artes) uma candidatura a apoio pontual para um projecto intitulado "O Consort Português Mal Temperado". O projecto divide-se em 3 fases: 1. edição em partitura de obras seleccionadas do manuscrito, 2. ciclo de oito concertos e 3. gravação de um CD - e foi classificado na sétima posição entre mais de 200, sendo considerado de "inegável valor musicológico" pelo júri do concurso, que sublinhou ainda os "curricula de excelente qualidade".

A primeira fase do projecto encontra-se concluída desde o dia 13 de Outubro e as transcrições das obras escolhidas estão disponíveis gratuitamente em www.aimagemdamelancolia.net/partituras.html

O ciclo de concertos terá lugar entre 29 de Janeiro e 5 de Fevereiro de 2008. Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Braga, Bragança, Esposende, Coimbra, Lisboa e Porto serão as cidades visitadas.

As gravações serão realizadas de 6 a 10 de Fevereiro na Igreja de S. João da Foz, no Porto.

Para este projecto, A Imagem da Melancolia será constituída por 8 flautistas (Andrea Guttmann, Inês Moz Caldas, Marco Magalhães, Matthijs Lunenburg, Paulo Gonzales, Pedro Castro, Pedro Sousa Silva e Susanna Borsch), uma cantora (Magna Ferreira) e contará ainda com a colaboração de Bruno Gouveia (técnico de som), Hugo Sanches (assistente de direcção) e Adrian Brown (construtor de flautas). A direcção artística está a cargo de Pedro Sousa Silva.

 

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o programa

Primeiro Tom
Entrada (Anónimo)
Verso do 1º tom por D lasolre (Anónimo)
Chyrio ( Anónimo)
Obra de registro de mano ysquierda (Pedro de San Lorenzo)

Segundo Tom
Entrada (Anónimo)
Obra do 2º tom (Pedro de Araújo)
Tento de 2º tom (Anónimo)

Quinto Tom
Entrada (Anónimo)
Sobre Pange Lingua (Manuel Rodrigues Coelho)
Fantasia (Anónimo)
Tento do 5º tom por B-mol (Manuel Rodrigues Coelho)

Sétimo Tom
Entrada (Anónimo)
Chyrio (Anónimo)
Sobre o Seculorum (Manuel Rodrigues Coelho)

Terceiro Tom
Verso de 3º tom (Manuel Rodrigues Coelho)
Chyrio de 3º tom (Anónimo)
Obra do 3º tom (Anónimo)

Sexto Tom
Entrada (Anónimo)
Chyrio (Anónimo)
Batalha (Pedro de Araújo)

Quarto Tom
Entrada (Anónimo)
Verso de 4º tom por E lami (Anónimo)
Chyrio (Anónimo)
Entrada (Anónimo)
Chyrio (Anónimo)
Fantasia a Quatro (António Carreira?)
Entrada (Anónimo)
Fantasia a Quatro (António Carreira)
Chyrio (Anónimo)

Oitavo Tom
Verso (Anónimo)
Verso (Anónimo)
Tento de 8º tom natural (Manuel Rodrigues Coelho)
Phantasia de 8º tom (Pedro de Araújo)

 

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notas ao programa

Se há algo que deva ser notado acerca deste programa é a sua improbabilidade histórica! Numa altura em que o conceito de “autenticidade” é discutido, repensado, posto em causa, renegado, a nossa proposta é a de um programa historicamente improvável construido sobre critérios de probabilidade histórica.

Expliquemos-nos:
Em primeiro lugar, o formato. O conceito de “concerto” como o concebemos hoje em dia foi inventado na Inglaterra do século XVIII. Até então eram outras as circunstâncias nas quais música podia ocorrer, na maior parte das vezes desmpenhando uma função social. Assim sendo, um acontecimento musical de carácter antológico, organizado por critérios harmónicos e com cerca de uma hora de duração seria algo desconhecido para um ouvinte quinhentista ou seiscentista. Segundo, a escolha de um manuscrito recipiente de música para órgão para fonte de reportório de um consort de flautas. Terceiro, o contexto sacro das obras que ganharão vida no mais profano dos instrumentos, por vezes proscrito nas igrejas. Quarto, o anacronismo da escolha de instrumentos da primeira metade do séc. XVI para a execução de música da primeira metade do séc. XVII. E finalmente, a utilização dos instrumentos em combinações inspiradas nos registos dos órgãos, prática sobre a qual não temos qualquer informação histórica com excepção de uma observação obscura feita en passant por Marin Mersenne no seu tratado de 1636 Harmonie Universelle.

Onde está a autenticidade, então?
Imaginemos que o benévolo leitor encontra um livro. Um livro belissimamente encardenado, um papel suave e compacto, uma caligrafia lindíssima, ilustrações de traço e cor inimaginágeis. Um livro tão belo como objecto que imediatamente nasce em si um irresitível desejo de aceder ao seu conteúdo. No entanto, o conteúdo é completamente incompreensível: os caracteres são-lhe totalmente desconhecidos e as extraordinárias ilustrações não fornecem muitas pistas sobre o assunto...
Mas o leitor não desiste! Imediatamente começa a procurar saber mais sobre os caracteres e descobre tratar-se de um alfabeto fonético muito antigo, do qual não sobrevivem muitos testemunhos. Continuando a pesquisar descobre mesmo em que língua o livro está escrito, uma língua também ela morta e escassamente documentada. Tal provoca-lhe uma enorme euforia, aprender essa língua é agora o seu projecto! E é enquanto diligentemente aprende essa língua que começa a ter alguma noção sobre o que se encontra nesse livro. Primeiro umas palavras isoladas, depois umas frases soltas mais deduzidas que decifradas, finalmente o suficiente para perceber que se trata de uma história de amor, de uma linda história de amor, da mais triste das histórias de amor. Uma história de 356 capítulos para ser contada à noite, uma por noite.
O seu entusiasmo projecta-o mais adiante, não descansa enquanto não conhecer o significado de cada palavra e é durante este processo que, por ter aprendido a falar a língua e não só a lê-la, descobre tratar-se de poesia. O som e o ritmo das palavras é por si só tão fascinante que quase dispensariam qualquer outra compreensão, mas por outro lado elas conferem à história um ritmo e uma densidade verdadiramente hipnótica. Agora compreende também melhor as ilustrações e o quanto elas contribuem para saborear pequenos detalhes da história.
Até que um dia, quando finalmente adquire um razoável grau de compreensão da obra, decide convidar os seus melhores amigos para a sua casa e, após um magnífico jantar, aguardente e charuto, decide recitar-lhes, numa só noite, uma sua esforçada tradução na qual tenta deixar de fora o mínimo possível da maravilhosa história do maravilhoso livro e da maneira como ela é contada no original. Quando, ao nascer do sol, declama a última frase, o silêncio e os olhos humedecidos dos seus convivas são a prova de que naquela noite os personagens da novela voltaram a viver e morrer.

Em 1963 Robert Donington publica The Interpretation of Early Music, um livro que marcará uma geração de intérpretes. Nele encontramos a seguinte declaração de intenções: “(...) early music really is best served by matching our modern interpretations as closely as possible to what we believe (on historical grounds transmitted by surviving contemporary evidence) to have been the original interpretation... [This] may be called the doctrine of historical authenticity.1“
Sob o signo da “autenticidade” foram realizados milhares de concertos, gravados milhares de discos, formados várias gerações de intérpretes
e ouvintes. No entanto, não é preciso muito para perceber que o conceito de Donington é, senão absurdo, pelo menos profundamente desinteressante. Almejar executar o programa de hoje tal como teria sido executado por volta de 1650 seria um exercício de pura especulação arqueológica sem garantias de um resultado final esteticamente válido. Do ponto de vista da interpretação musical, tal caminho seria uma perda de tempo.
A “autenticidade” não pode ser um fim em si. Do mesmo modo que na alegoria anterior o nosso herói tem de reunir uma série de conhecimentos que lhe permitam aceder ao conteúdo do seu livro mágico, o intérprete historicamente informado tem de reunir uma série de ferramentas que lhe permitam compreender a obra musical que tem defronte e poder comunicá-la ao seu auditório. Esse trabalho passa por estudar como seriam feitas as coisas no seu tempo: que raciocínios presidiam à sua elaboração, em que contextos seriam limitadas, quais os elementos lexicais, gramaticais e sintácticos que regulavam as linguagens usadas, que estilos, que pressupostos estéticos... Este é um poço sem fundo, um verdadeiro labirinto, mas com um terminus bem definido. É que a recolha de informação histórica termina necesariamente onde se inicia a interpretação.


A nossa proposta é um sonho, um delírio até. Encontrar um ponto onde se possam interceptar um formato de concerto moderno, um reportório seicentista de contexto sacro provavelmente pensado para órgão, um consort de flautas do século XVI regido pelas regras de prática interpretativa presentes nos tratados coevos e uma declaração de carácter dúbio num tratado francês de 1636 no qual são desenhadas flautas do séc. XVI, é um exercício de especulação fiel ao mais importante conselho dado por Sylvestro Ganassi no seu tratado flautísco de 1535 La Fontegara: “Tu sai bene che dove manca la natura bisognache l’arte sia maestra2”.


1 ”(...) a música antiga é melhor servida ao tentarmos igualar a nossa interpretação moderna àquilo que cremos (com base em informações históricas transmitidas por testemunhos contemporâneos) ter sido a interpretação original... [Isto] pode ser chamado de doutrina da autenticidade histórica.”
2 “Tu sabes bem que onde falha a natureza é necessário que a arte seja mestre.”

 

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curricula

 

A Imagem da Melancolia foi fundada em Dezembro de 2002 por Pedro Sousa Silva com o objectivo de explorar o reportório polifónico renascentista. O núcleo do ensemble é constituido por 5 flautistas de bisel aos quais se agregam outros instrumentistas e cantores em função do projecto em curso.
Na construção do seu conceito interpretativo, A Imagem da Melancolia socorre-se do estudo atento de fontes musicais, literárias e iconográficas coevas do reportório executado. O ensemble procura explorar de uma forma laboratorial alguns aspectos linguísticos característicos da prática interpretativa quinhentista (como a afinação, os conceitos de frase, a teoria melódica...) e confrontar o ouvinte moderno com experiências sonoras distantes das convencionais nos dias de hoje.
A aquisição de cópias de instrumentos do séc. XVI é uma prioridade para A Imagem da Melancolia desde o momento da sua fundação. Presentemente o ensemble tem à sua disposição um conjunto de mais de 30 flautas construídas pelos mais prestigiados artesões contemporâneos (Luca de Paolis, Monika Musch, Tom Prescott, Adriana Breucking, Peter van der Poel e Adrian Brown), das quais se destacam os consorts Rafi e HIERS construídos por Luca de Paolis e Adrian Brown, respectivamente.
A Imagem da Melancolia tem realizado concertos em vários locais do país (Porto, Loulé, Tomar, Lisboa, Faro, Almodôvar) e foi um dos grupos seleccionados para participar na programação FRINGE do Festival de Música Antiga de Utrecht em Setembro de 2004. Em 2005 gravou o disco A Arte da Usurpação que será lançado em Janeiro de 2008.

 

Desde sempre mais interessado na tecnologia por detrás da música do que na sua execução, foi ainda na adolescência que Adrian Brown começou a construir instrumentos musicais. Em Setembro de 1979 inicia um curso de construção de instrumentos de sopro na London College of Furniture, trabalhando com Kenneth Collins, Eric Moulder e Graham Lyndon-Jones. Em Dezembro desse mesmo ano constrói a sua primeira flauta que oferece ao irmão como presente de Natal.
É nessa altura que explode o interesse pela construção de instrumentos baseados em modelos históricos e Adrian é apanhado pela força do movimento da “autenticidade”. Lendo tudo o que podia sobre flautas originais, visitando todos os museus que podia, medindo, fotografando e tocando os originais que encontrava, cedo percebeu que teria de viajar bastante para que pudesse transformar a construção de flautas baseadas em modelos históricos numa profissão. Começa então a viajar por toda a Europa, visitando museus e conservatórios, aprendendo o máximo possível sobre as flautas originais ao mesmo tempo que estabelecia contactos com executantes. Em 1982 conclui o seu curso na LCF e abre a sua primeira oficina em Reykjaviv (Islândia).
Ao fim de mais de 20 anos de trabalho na construção de cópias de flautas históricas, Adrian Brown é provavelmente o mais proeminente construtor de flautas de bisel dos nossos dias, tendo como clientes grande parte dos mais destacados executantes do instrumento. Apesar das imensas solicitações que recebe para construir instrumentos (a sua lista de espera é de mais de 4 anos) Adrian continua a dedicar uma parte importante do seu tempo à pesquisa e ao estudo dos instrumentos históricos, especialmente aos originários do período renascentista. Da sua base de dados de flautas desse período (que pode ser acedida em www.adrianbrown.org) constam mais de 200 instrumentos e respectivas características.
No intuito de compreender ao máximo o universo dos construtores renascentistas e de construir cópias o mais exactas possível, Adrian tornou-se num dos maiores especialistas sobre a flauta na renascença e é convidado frequentemente para apresentar o seu trabalho nos mais prestigiados conservatórios de todo mundo e em revistas da especialidade.
Adrian construiu todos os instrumentos que serão utilizados no projecto O Consort Português Mal Temperado.

 

Andrea Guttmann nasceu em 1975 em Hallein (Áustria). Finalizou os seus estudos de concertista e de pedagogia com “com distinção” na Universidade de Música Mozarteum, em Salzburg. Desde 1998 até 2003 estudou flauta de bisel com Walter van Hauwe no Conservatorium van Amsterdam, concluindo o grau de mestrado em 2003. Entre 1998 e 2002 realizou um estudo especifico na Música Medieval com Pedro Memelsdorff na Civica Scuola di Musica, em Milão e na Escola Superior de Musica de Catalunya, em Barcelona. Andrea recebeu vários primeiros prémios em competições na Áustria como Jugend Musiziert e um prémio especial na Sociedade Austríaca de Interpretes. No seu recital em Maio de 2001, na Mozarteum, ela foi homenageada com a medalha de Lilly Lehmann. Andrea obteve algumas bolsas de estudo do governo Austríaco e Holandês, e da União Europeia. Ela é membro do grupo QNG (Quartet New Generation) com o qual recebeu variados primeiros prémios internacionais – de realçar Concert Artists Competition 2004, em Nova Iorque. Andrea vive em Amesterdão desde 1998.

 

Bruno Gouveia

FORMAÇÃO ACADÉMICA
Curso técnico de ensino secundário de Biotecnologia no Colégio Internato dos Carvalhos
Frequência dum ano lectivo (2002/2003) na faculdade de Ciências do Porto, no curso de Química
Bacharel do curso de Produção e Tecnologias da Música, da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), Instituto Politécnico do Porto;
Licenciado pelo curso de Produção e Tecnologias da Música da ESMAE
Formação proficiente na língua Inglesa pelo British Council

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Experiência em gravação de dezenas de horas de música acústica, acompanhadas pelo músico e professor Pedro Sousa Silva (www.pedrosousasilva.net)
Assistente e aluno do ofício da gravação de música acústica de José Fortes, o decano dos técnicos de som em Portugal
Estagiário desde Janeiro de 2006 da empresa de comércio de produtos de alta-fidelidade e cinema em casa, Imacustica (www.imacustica.pt)

ACTIVIDADES
Gravação do CD do consort de flautas de bisel A Imagem da Melancolia, “A Arte da Usurpação”
Técnico de som na comemoração do 25 de Abril de 2006 pelo Partido Socialista da Póvoa do Varzim, que incluiu um grupo de música tradicional

 

Hugo Soeiro Sanches nasceu no Porto em 1973. Iniciou os seus estudos musicais com Cristina Bacelar tendo depois ingressado no Curso de Música Silva Monteiro (Porto) onde estudou com Artur Caldeira. Em 2000, obteve o grau de licenciado em guitarra clássica pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto (ESMAE) na classe de José Pina. Concluiu em 2004 uma pós-graduação em Psicologia da Música na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Especializa-se presentemente em alaúde e interpretação historicamente informada na ESMAE sob a orientação de Ana Mafalda Castro, Pedro Silva e Ronaldo Lopes. Aperfeiçoou-se em masterclasses de guitarra com Alberto Ponce, Eduardo Isaac, José Pina, Léo Brouwer e Robert Brightmore. Trabalhou alaúde e baixo contínuo com Pascal Monteilhet, Andrea Damiani, Jacob Heringman, Fernando Reyes e Ronaldo Lopes.
A sua actividade profissional reparte-se entre o ensino e a de instrumentista. É professor de guitarra clássica do ensino especializado artístico no Curso de Música Silva Monteiro (Porto) desde 1997 e na Escola de Música de Perosinho desde 2001. Leccionou a mesma disciplina no Centro de Estudos Musicais do Porto, Academia de Música de Sáo João da Madeira e na Academia de Música de Costa Cabral (Porto). No ano lectivo 1999/2000 trabalhou como assistente de José Pina na ESMAE, sendo responsável pela disciplina de música de câmara.
A sua actividade como instrumentista concentra-se desde 2004 exclusivamente na área da interpretação historicamente informada. Tem vindo a especializar-se em música renascentista, música barroca e baixo contínuo em instrumentos de corda pulsada históricos, nomeadamente alaúde renascentista, vihuela (viola de mão), guitarra barroca, alaúde barroco e tiorba. Neste âmbito, apresenta-se regularmente em público como solista e integrado variados agrupamentos. Colaborou com o Ensemble Pavaniglia, Ensemble Adarte, Remix Orquestra Barroca, Estúdio de Ópera da Casa da Música e The English Air tendo actuado no FestivalSons da História, Festival de Música de Coimbra, Festival Internacional de Música de Espinho, Teatro Nacional S. João (Porto), “La Folle Journée” do Centro Cultural de Belém (Lisboa), Casa da Música (Porto) e Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza (Espanha).

 

Inês Moz Caldas iniciou os seus estudos musicais na Academia de Amadores de Música, onde estudou flauta de bisel com as professoras Graziela Lé e Isabel Gonzaga. É licenciada em flauta de bisel pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com o professor Pedro Couto Soares (flauta de bisel) e Stephen Bull (música de câmara). Frequentou, juntamente com o grupo Quadro Barroco, uma pós-graduação em Música de Câmara no Conservatório Superior de Colónia (Alemanha). Participou em masterclasses com os professores Marie Fuzessery, Pedro Couto Soares, Peter Holtslag, Heiko Ter Schegget, António José Carrilho, Peter van Heyghen, Pedro Memelsdorff, Kees Booke, Pedro Sousa Silva (flauta de bisel e música de câmara) e Rainer Zipperling, Jill Feldman, Bernhard Hentrich e Pascal Monteilhet (música de câmara). Entre Janeiro e Junho de 2001, frequentou, como bolseira do projecto Erasmus/Sócrates, o curso de flauta de bisel na Faculty of Music of Utrecht, tendo tido aulas com os professores Heiko Ter Schegget (flauta e música de câmara), Leo Meilink e Siebe Henstra (música de câmara).
Apresenta-se regularmente em público com diversos agrupamentos entre os quais: A Imagem da Melancolia, Sete Lágrimas (antes L’Antica Musica Ensemble), Quadro Barroco e Uditi Amanti. Lecciona actualmente no Conservatório de Música de Coimbra.
Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1997 e 2002.
Frequenta o Mestrado em Música na Universidade de Aveiro.

 

Magna Ferreira licenciou-se em Canto pela Escola Superior de Música do Porto (na classe da Prof. Fernanda Correia), tendo sido bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Recebeu uma Bolsa da Mérito do Instituto Politécnico do Porto. Actualmente prepara a sua dissertação de Mestrado na Universidade do Minho sobre “Ópera Infantil Portuguesa”, sob a orientação da Profa. Dra. Elisa Lessa. Foi membro do Estúdio de Ópera da Casa da Música onde trabalhou com Peter Harrison (Técnica Vocal), Jeff Cohen, Giuseppe Frigeni, Cornelia Geiser, Graziela Galvanni, Lorna Marshall, entre outros.
Frequentou diversas Masterclasses de Canto (Dalton Baldwin, Rudolf Knoll, Gundula Janowitz, Richard Levitt, entre outros), Música Antiga, Direcção Coral e/ou Orquestral (Gerald Kegelman, Ernst Shnell, Jos Vermunt, Cesário Costa e Cara Tasher). Trabalha regularmente com Jill Feldman e Ana Mafalda Castro (Música Antiga).
Apresenta-se regularmente em recital (integrando o grupo “Udite Amanti”), oratória (destaque para a estreia mundial de “Canticum Canticorum” de João Heitor Rigaud, nas comemorações dos 900 anos da Ordem de Cister) e em ópera (destaque para a estreia em Portugal de “The three sisters” de Ned Rorem e para a estreia moderna de “Joaz” de Benedetto Marcello, no papel de Athalia). Tem cantado com diversas formações (Remix Ensemble, Remix Orquestra, Orquestra Artave, Orquestra Sine Nomine, Orquestra do Norte, Grupo de Música Vocal Contemporânea e Musica Reservata) e sob a direcção de diversos maestros (Richard Gwilt, Roberto Peres, Ferreira dos Santos, Ivo Cruz, Borges Coelho, Mário Mateus e Peter Bergamin). Apresentou-se em diversos festivais, com destaque para: Festival Internacional de Música de Gaia (2000), Festival Internacional de Coros de Puebla – México (2002), Festival Internacional de Música de Mafra (2002, 2003, 2004), Festival Obra Aberta da Casa da Música (2003), Coimbra – Capital da Cultura (2004), Festival de Paços de Brandão (2004), No tempo do Manuelino – Mosteiro dos Jerónimos (2004) e Faro – Capital da Cultura (2005). Em colaboração com o Serviço Educativo da Casa da Música fez a preparação vocal e coral das seguintes produções: “O que diz sim” de Kurt Weill; “Presente de Natal” de Lopes Graça/ Sérgio Azevedo (estreia mundial); “The Golden Vanity” de Britten; “Da primeira liberdade” de Fernando Lapa (estreia mundial no concerto pré-inaugural do Grande auditório da Casa da Música); o Coro da ópera “Joaz” de B. Marcello.
Dirigiu diversos coros e agrupamentos, com destaque para o Coro de Câmara Dixit, do Conservatório de Música do Porto, e para o espectáculo “Música Portuguesa para a Infância”, com o Coro Juvenil do Conservatório, no Teatro Helena Sá e Costa (2004, 2005). Em Maio de 2005 dirigiu a estreia mundial de “Cantares Minhotos” de João Heitor-Rigaud, no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho. Em teatro, tem trabalhado na preparação vocal e elocução de actores, nomeadamente nas peças “Meteoros” (Teatro Bruto), “Woyzeck” (TNSJ) e “Ruínas” (TECA/Teatro Bruto). Compôs as canções do espectáculo “Boca” do Teatro Bruto com apresentações em diversas localidades do país e Espanha.
É docente no Conservatório de Música do Porto e no Curso de Música Antiga da ESMAE.

 

Marco Magalhães Iniciou-se no estudo da flauta de bisel no Conservatório de Música do Porto, onde teve como professores Pedro Couto Soares e Pedro Sousa Silva. Em 2001 ingressa na Escola Superior de Música de Lisboa e conclui a sua licenciatura em 2005, onde trabalhou com o professor Pedro Couto Soares. Nesta escola teve também a oportunidade de trabalhar com Stephen Bull (Música de Câmara), Joana Bagulho (Baixo Contínuo e Acompanhamento) e Pedro Couto Soares (Flauta traverssa). Participou em diversos cursos de aperfeiçoamento, tendo trabalhado com Heiko ter Schegget, Peter van Heygen, Peter Holtslag, Kees Boeke, Jill Feldmann e Ku Ebbing.
Realizou concertos em Leiria, Porto, Vila Real, Vila Nova de Gaia, Loulé, Tomar, Lisboa. Entre 2003 e 2005 intregrou o grupo de música antiga Il Dolcimelo, onde participou em vários concertos, sendo de descatar os seguintes: no CCB (Bar do Terraço), no Mosteiro dos Jerónimos (Ciclo de concertos de Jovens Músicos) e no Salon Teatro de Santiago de Compostela (Festival internacional de Música da Galicia-2005). Tem trabalhado com o Consort de Flautas, A Imagem da Melancolia, onde se apresentou no Porto, Tomar, Lisboa, Loulé (Encontros de Música Antiga de Loulé), Utrecht (FRINGE - Festival de Música Antiga de Utrecht), Faro (Faro Capital da Cultura 2005), Tomar (XXIV Curso de Verão da Academia de Música Antiga de Lisboa - 2006) e Almodôvar (3.º Festival Terras sem Sombra – 2006/2007). Desde Outubro de 2006 tem realizado alguns projectos com o ensemble barroco Sete Lágrima, sendo de realçar a participação na 18ª Temporada de Música em S. Roque – 2006 e a gravação de um cd. Realizou igualmente um concerto com a Orquestra Barroca Capela Real. Em Dezembro de 2006, realizou um projecto com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, interpretando a ópera infantil Pollicino (O Pequeno Polegar) de Hans Werner Henze. No que diz respeito à sua actividade como docente, esteve ligado ao Colégio Nossa Senhora do Rosário (2002/2005), Academia de Música de Paços de Brandão (2002/2003 e 2004/2005) e Academia de Música de Lousada (2004/2005). Desde Setembro de 2006, encontra-se a trabalhar com The Royal Wind Music, um duplo sexteto de Flautas de Bisel, sobre a direcção de Paul Leenhouts
Entre o ano lectivo de 2006/2007 tem o privilégio de pertencer ao grupo de bolseiros do Centro Nacional de Cultura. Em 2005 ingressa no Conservatorium van Amsterdam, onde até ao momento se encontra a estudar sobre a orientação de Paul Leenhouts, Jorge Isaac e Walter van Hauwe.

 

Matthijs Lunenburg nasceu em 1981 em Nijmegen, Holanda. Aos 10 anos começou a tocau flauta de bisel. Ganhou vários primeiros prémios no concurso Prinses Christina (1997,1999) e recebeu uma menção honrosa festival internacional de flauta de bisel SONBU (1998). Em 2000 começou os seus estudos com Walter van Hauwe no Conservatório de Amesterdão. Diplomou-se em 2005 e foi admitido no Master, onde se especializa em técnicas de improvisação do séc. XVI e música contemporânea com electrónica. Em 2006 integrou o “Honnours Programme”, uma colaboração entre os conservatórios de Amesterdão e Haia para apoiar jovens talentos musicais. Desde 2005 estuda corneto com William Dongois em Paris. É membro do ensemble “The Royal Wind Music” desde 2003, tocou com ensembles como Via Artis e Artes Liberalis e esteve envolvido em produção de orquestra com a “Residentie Orkest” de Haia.

 

Paulo, de ligeiras mãos pertence a aquela casta de homens-fénix. É pirata, malabarista e músico. Nunca foi aluno-morto vivente de nada nem de ninguém. O seu único projecto imediato é, como sempre, chegar a ser aquele que é.

 

Diplomado pela escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de Pedro Couto Soares e pelo Conservatório Real de Haia na Holanda sob a orientação de Sebastien Marq, Pedro Castro apresenta-se regularmente em público tanto na flauta de bisel como no oboé barroco.
Como especialista da interpretação da música antiga em instrumentos da época apresenta-se frequentemente em pequenos agrupamentos de câmara e é regularmente convidado a trabalhar com grupos em Portugal e no estrangeiro tais como: Capela Real, Flores de Música, Orquestra Barroca da Covilhã, Orquestra do Sec XVIII (Holanda) e Orquestra Barroca da Noruega. Teve assim oportunidade de trabalhar sob a direcção de Stephen Bull, João Paulo Janeiro, Jaap ter Linden, Alfredo Bernardini, Frans Bruggen e Elizabeth Wallfish. Apresentou-se em Portugal, Holanda, Brasil, França e Noruega. Sendo bolseiro do Centro Nacional de Cultura estuda actualmente oboé barroco com Ku Ebbinge no Conservatório Real de Haia.
Participou em vários dos cursos da Academia de Música Antiga de Lisboa, dos Encontros com o Barroco, da Casa de Mateus e da Universidade de Salamanca onde teve aulas com Peter Holstlag, Gabrielle Whal, Ricardo Kanji na flauta de bisel e Ku Ebbinge e Peter Frankenberg no oboé barroco. Na sua formação participaram também Reine Marie Verhagen, Stephen Bull, Siebe Henstra e Cremilde Rosado Fernandes.

 

"Um dia ouvi um concerto e a minha vida mudou". Assim, parafraseando um personagem de Pamuk, poderia começar a biografia de Pedro Sousa Silva. Esse evento, vagamente situado no ano de 1990, marca o início de uma viagem que nos traz a este momento e a este local.
Foram sobretudo os encontros que mapearam o percurso: Pedro Couto Soares na Escola Superior de Música de Lisboa e, mais tarde, Pedro Memelsdorff na Civica Scuola di Musica em Milão foram mestres que deixaram marca indelével, e cujos ensinamentos são o fundamento da expressão de Pedro enquanto intérprete. Outros ainda - como Ana Mafalda Castro, Jill Feldman, Kees Boeke, Miguel Ribeiro Pereira ou Rainer Zipperling - ofereceram lições que até hoje não chegaram ao fim.
Pedro tem a enorme felicidade de poder contar com os melhores companheiros de viagem que poderia desejar. Músicos como Amandine Beyer, Ana Mafalda Castro, Andrea Fossà, Andrea Guttmann, Baldomero Barciela, Ignazio Schifanni, Marcos Magalhães, Olavo Barros, Pedro Couto Soares, Pedro Castro ou Ronaldo Lopes são, para além de cúmplices, fonte inesgotável de inspiração e entusiasmo.
Consequência da sua especialização num instrumento – a flauta de bisel - e num reportório – a polifonia anterior a 1750 - Pedro é convidado regular de vários grupos de música antiga, mas é com os seus projectos L’Universo Sommerso e A Imagem da Melancolia que desenvolve a maior parte da sua actividade concertística. A postura artística de Pedro, reflectida nos seus grupos, assume a Música como uma das três vias possíveis para se fugir à Morte (sendo as outras a Poesia e o Amor), recusa o entretenimento como elemento inerente à Arte e coloca o intérprete numa posição de intermediário idealmente invisível entre a Música e o Ouvinte. Enquanto intérprete, Pedro apresentou-se em inúmeros pontos de Portugal, Espanha, França, Itália, Suíça e Holanda e gravou discos com as Vozes Alfonsinas, o Coro Gulbenkian e A Imagem da Melancolia , sempre utilizando cópias de instrumentos originais construídas pelos seus amigos Adrian Brown, Luca de Paolis e Monika Musch.
O ensino é outra das expressões de Pedro enquanto músico, dedicando-lhe parte considerável do seu tempo. Demonstrando-se que o destino é um ironista (ou, segundo outra versão, que a vida tem muitas esquinas), é no local onde escutou o concerto referido no exórdio que exerce funções docentes, mais concretamente no Curso de Música Antiga da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, no Porto. É também convidado frequentemente para leccionar em cursos de aperfeiçoamento, tanto em Portugal como no estrangeiro.
Porque não há duas sem três, Pedro encontra na pesquisa outra vertente da sua profissão. Após realizar estudos de musicologia na Universidade Nova de Lisboa, prepara agora uma dissertação de doutoramento sobre o manuscrito Porto 714 na Universidade de Aveiro.
Nos poucos momentos em que não está ocupado a ser músico, Pedro gosta de olhar para o mar, ou de fazer outra coisa qualquer.

 

Susanna Borsch, começou a estudar flauta com Silke Kuhner aos nove anos de idade, em 1994 entrou no Conservatório de Amesterdão com Walter van Hauwe, terminando o seu diploma em Pedagogia do Instrumento em 1998. No mesmo ano iniciou uma pós-graduação, especializando-se em flauta e música electrónica. Este projecto culminou, em 2000 com o seu exame final de solista, onde apresentou obras escritas especialmente para ela e esta combinação, por compositores como Mike Vaughan, Merlijn Twaalfhoven and Paul Leenhouts.
Depois de muitos anos participando com sucesso nos concursos Jugend musiziert na Alemanha, fundou o trio de flautas Les Doux Siffleurs, que em 1995 ganhou prémios no Concurso de música nacional Alemão em Bonn e no Simpósio Internacional de flauta em Calw. Três anos mais tarde, Susanna ganhou o terceiro prémio no concurso para solista do mesmo evento, deslumbrando audiências com a corajosa mistura de reportório antigo e moderno. Em 1998 teve um papel importante tanto como solista e integrada em conjuntos no “2nd International Recorder Week” no “de Ysbreker”, evento international de música moderna em Amesterdão. Em 1999, colaborou com o grupo Amsterdam Loeki Stardust Quartet, juntando-se a eles numa digressão nos Estados Unidos da América no ano seguinte.
Em 2003 fundou com Peter van Heyghen e Sebastien Marq, o ensemble Mezzaluna; uma formação criada para explorar o universo da polifonia vocal renascentista do início do séc. XVI, usando instrumentos baseados em originais da mesma época.
Na área da música contemporânea trabalha com grupos como ELECTRA, Axyz Ensemble, Hexnut, Karnatic Lab.Susanna tocou em muitos dos mais importantes eventos musicais e participou em festivais na Europa, nos Estados Unidos e Canadá.

 

 

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edição de partituras

Desde o dia 13 de Outubro que se encontram disponíveis em www.aimagemdamelancolia.net/partituras.html as transcrições das obras do manuscrito Braga 964 que compõem o programa O Consort Português Mal Temperado. As partituras foram realizadas com o software Finale 2007 e as transcrições conservam as claves, valores rítmicos e compassos originais.

 

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os concertos

29 de Janeiro, 21h30: Museu de Aveiro

30 de Janeiro, 19h30: Auditório da Academia de Música de Paços de Brandão

31 de Janeiro, 21h30: Sé Catedral de Braga, entrada livre

1 de Fevereiro, 21h30: Igreja da Misericórdia da Póvoa de Varzim

2 de Fevereiro, 21h30: Igreja Matriz de Esposende

3 de Fevereiro, 17h00: Sala do Capítulo da Igreja de sta. Cruz - Coimbra, entrada livre

4 de Fevereiro, 21h30: Igreja Anglicana de S. Jorge - Lisboa, 5€

5 de Fevereiro, 21h30: Igreja de S. João da Foz - Porto - entrada livre

 

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a gravação

A gravação do programa O Consort Português Mal Temperado decorrerá de 6 a 10 de Fevereiro na Igreja de S. João da Foz, no Porto. A tomada de som será feita por Bruno Gouveia e a assistência musical é de Hugo Sanches. O seguinte material será usado: MacBook pro 2.4ghz, Apogee Duet, M-Audio DMP3, Røde NT2000, Senheiser HD550, AKG K270 Studio, Adam P22, B&W 805, Bias Peak 5 e Logic Pro 8.

 

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fotos

Fotos de A Imagem da Melancolia em alta resolução (clique para ampliar ou faça save as).

 

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os parceiros

O projecto O Consort Português Mal Temperado conta com as seguintes parceiras e apoios:

Academia de Música de Paços de Brandão
Antena 2
Associação Pró-Música da Póvoa de Varzim
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
Cabido da Sé de Braga
Conselho Geral da Igreja Anglicana de S. Jorge
Conservatório de Música de Coimbra
Engenho das Ideias
Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo
Festival Internacional de Música de Foz do Cávado
Igreja de Santa Cruz de Coimbra
Igreja Paroquial da Foz do Douro
Museu de Aveiro
Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim

 

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contacto

Para qualquer informação adicional sobre A Imagem da Melancolia ou o projecto O Consort Português Mal temperado, por favor envie um mail para aimagemdamelancolia@gmail.com, telefone para 939 854 832 (Pedro Sousa Silva) ou para 916 290 372 (Inês Moz Caldas).